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O lúdico como forma de expressão

Enquanto o adulto se expressa através de palavras, a criança se expressa muito mais através de jogos simbólicos, brincadeiras que trazem à tona a imaginação, desenhos e produções gráficas que representam, na maioria das vezes, seu núcleo familiar, sua preocupação mais essencial. O lúdico é, essencialmente, sua forma de expressão.

Por isso, o desenho pode ser encarado, não apenas sob o ponto de vista de sua forma, ou de seu sentido, mas em sua dimensão de ato. O recurso do desenho é capaz de estabelecer a comunicação e permite superar o mal estar. Ainda que não se possa afirmar que ele desvia as angústias mais fortes, pode-se dizer que é responsável por esboçar o diálogo.

Sendo assim, a imagem que a criança desenha pode ser considerada como produção manifesta de uma escritura latente a ser decifrada (fase que antecede a alfabetização). Ela canaliza o ódio e a agressão. A brincadeira domina as angústias, controlando ideias e impulsos.

A angústia é sempre um fator na brincadeira infantil e, muitas vezes, um fator dominante. Por isso, todos os educadores devem respeitar o sujeito em formação (criança) ao trazerem suas fantasias e questionamentos. Esse respeito se dá a partir da construção do afeto, do cuidado e da tarefa de educar, sempre com a imposição de regras e limites.

Mas é através da brincadeira, que a criança valida a sua própria existência. Isso possibilita o sujeito em formação, a capacidade para limitar o domínio do outro e conhecer seus próprios limites. Além de ajudar no desenvolvimento da criança, os jogos lúdicos são uma atividade consequente de seu próprio crescimento e preparação para a alfabetização. Cabe ao educador direcionar a criança para que o percurso do seu desenvolvimento transcorra da melhor forma possível. Respeitando, acima de tudo, as limitações de cada criança.

Graciela Mara

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