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avaliação psicológica escolar

Publicado por

Maria Clara

A avaliação psicológica na escola

Você já pensou em como é feita uma avaliação psicológica dentro da escola? Pode ser que logo venha a ideia de testes e avaliações objetivas. O enfoque da equipe de psicologia dentro da escola foi construído a partir das demandas e dos cuidados em oferecer às nossas crianças e suas famílias um atendimento individualizado, integrado, multiprofissional e que coloque a criança como protagonista de seu aprendizado e as famílias como parceiras.

Entendemos que a avaliação permeia vários processos e que deve ser uma prática diária, pois funciona como norteadora das intervenções na aprendizagem da criança. Por meio de observações no contexto escolar e diálogos com as famílias, professores e alunos, o psicólogo escolar consegue intervir, mediar e orientar a comunidade escolar com relação às necessidades específicas de cada criança, de acordo com sua realidade biopsicossocial.

A avaliação exige observações das vivências e de experiências de cada criança: como ela se comunica? Como lida com o desfralde? Interessa-se pelos brinquedos? Pelos amigos? Pelos sons? Como reage diante dos combinados e dos limites impostos pela professora? Expressa afeto? Raiva? Dor? Tristeza? Frustração? Indiferença? Alegria? Como? Em quais situações? Com qual frequência? Como se movimenta pela escola? Participa das atividades da sala?

A avaliação psicológica escolar deve ser realizada com a intenção de acompanhar a criança em sua estrutura socioemocional em parceria com o seu aprendizado. Quaisquer dificuldades apresentadas, a equipe de psicologia e de pedagogia devem ser acionados para que possam promover a observação, a escuta, o diálogo e as trocas e, então, intervirem para o sucesso da criança.

O papel do psicólogo escolar é auxiliar e apontar novos caminhos possíveis para favorecer o desenvolvimento da criança, tendo sempre como comparativo ela mesma, afinal, cada sujeito tem seu tempo e modo único de se desenvolver.

Dessa forma, avaliar um aluno é entender todo o contexto no qual ele está inserido e buscar, junto à família, oferecer a essa criança meios de se expressar e, assim, desenvolver sua autoestima bem como reconhecer suas dificuldades. E enfrentá-las. Quando julgarmos necessário o acompanhamento externo, orientaremos os pais e, em parceria, juntos a esses profissionais, alinharemos as práticas em prol do desenvolvimento das crianças.

Flávia Cristina de Souza Vieira
Psicóloga da Bilboquê Gutierrez