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Exame oftalmológicos na infância

Publicado por

Maria Clara Lauar

Exame oftalmológico na infância: o que você precisa saber?

Dificuldade de enxergar de longe, assistir TV muito próximo ao aparelho, dores de cabeça e quedas frequentes são alguns sinais de alerta que podem indicar que seu filho apresenta algum problema ocular. Na maioria das vezes, a criança não consegue identificar ou verbalizar que algo está errado. Na escola, a falta de atenção nas atividades e o baixo rendimento também podem ser indicativos da dificuldade visual. Sendo assim, quando devemos submeter a criança ao exame oftalmológico?

Para falar sobre o assunto, convidamos a Oftalmologista Carolina de Castro Barbosa Melo, especialista em Retina Clínica e Oftalmopediatria, que respondeu as dúvidas mais frequentes das famílias. Para a médica: “uma consulta oftalmológica de rotina é necessária para avaliar a acuidade visual do paciente e para identificar as condições gerais das estruturas do olho”, assim, é possível diagnosticar erros refracionais, alterações na retina, nervo óptico e córnea, além de possíveis doenças.

 Mas, afinal, quando fazer o primeiro exame oftalmológico na criança?

De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, o primeiro exame oftalmológico em crianças saudáveis deve ser feito da seguinte maneira:

  • Todo recém-nascido deve ser submetido ao Teste do Reflexo Vermelho (TRV) pelo pediatra. O TRV deve ser realizado nas primeiras 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste será repetido pelo pediatra nas consultas de puericultura por, pelo menos, três vezes ao ano, durante os três primeiros anos de vida da criança, dessa forma, qualquer falha ou anormalidade é indicação para encaminhamento ao oftalmologista;
  • Bebês de 6 a 12 meses podem ser submetidos a um exame oftalmológico completo. Nele, será realizada a inspeção dos olhos e anexos (pálpebras, córnea, conjuntiva, íris e pupila), avaliação da função visual apropriada para a idade, fixação ocular, alinhamento dos olhos e fundoscopia;
  • Crianças de 3 a 5 anos (idealmente aos 3 anos) devem ser submetidas a um exame oftalmológico completo;
  • A partir dos 5 anos, recomenda-se um exame oftalmológico completo anual.

Quais as possíveis consequências de problemas oculares para o desenvolvimento da criança?

Quando negligenciamos os cuidados com os olhos, as consequências podem impactar o desenvolvimento da criança. Para Carolina Melo, “alguns erros refracionais, quando não corrigidos na primeira infância, podem acarretar em ambliopia (baixa visão em um dos olhos), que não poderá ser revertida na vida adulta, nem com o uso de lentes corretivas, nem com cirurgias”, alerta. Além disso, tem-se o prejuízo em todo o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. “É importante lembrar que, em algumas doenças, o diagnóstico precoce aumenta a resposta ao tratamento e melhora a função visual do paciente”, completa.

Para além disso, outros cuidados com a rotina da criança também devem ser levados em consideração.

Exame oftalmológicos na infância

Problemas oculares na infância e o uso das telas

Além da importância do exame oftalmológico na infância, alertamos as famílias sobre as consequências do uso indiscriminado das telas pelas crianças, já que a exposição ao tablet, celular e computador tem correlação com a miopia progressiva e provoca diversos prejuízos. Como resultado, a sociabilização é afetada, tem-se um aumento do sedentarismo e de maus hábitos que irão se estender por toda a vida adulta.

Quanto ao tempo de exposição às telas, a Oftalmologista esclarece: “a recomendação é de nenhuma exposição até os 3 anos de idade. Após os 3 anos, 1 hora dividida em três períodos de 20 minutos, com intervalos entre eles”, afirma.

Carolina destaca, ainda, que a prática de atividades ao ar livre e uma rotina de sono bem modulada são grandes aliadas no combate ao mau hábito. “A epidemia do uso de telas e seus conhecidos malefícios é uma realidade da vida moderna. Toda a sociedade deve se comprometer a combater essa exposição para criarmos crianças mais saudáveis. Para vivenciar uma infância livre, a brincadeira deve ser prioridade”, finaliza.

Carolina de Castro Barbosa Melo
Oftalmologista especialista em Retina Clínica e Oftalmopediatria
Mestre em Oftalmologia pela UFMG
CRMMG 58077 RQE 49223

Maria Clara Lauar
Assessora de Comunicação
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