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Protagonismo da criança na Educação Infantil

Publicado por

Maria Clara

Espaços provocativos e o protagonismo da criança na Educação Infantil

Pensar a educação infantil significa refletir sobre os espaços provocativos e os ambientes de aprendizagens. A criança aprende por meio das vivências e das experiências. Atualmente, falamos, com certa frequência, sobre a importância do protagonismo da criança na Educação Infantil. Entretanto, é preciso refletirmos sobre alguns pontos: quando e como possibilitamos o desenvolvimento desse protagonismo? Elaboramos nossos planejamentos semanais com atividades e sequências didáticas que permitem o desenvolvimento desse protagonismo? Organizamos nossos espaços de forma provocativa, pensando no avanço da autonomia e no desenvolvimento das crianças?

A educação infantil tem, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais[1], papel central na promoção do desenvolvimento das crianças de zero a cinco anos. No artigo 4º, o documento reconhece a criança como sujeito de direitos e afirma que “é nas interações, nas relações e nas práticas cotidianas que vivencia que a criança constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura” (BRASIL, 2009, p. 12).

Dessa forma, é preciso pensar na infância por meio de um currículo em movimento, que garanta os direitos de aprendizagens propostos pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular), com práticas pedagógicas inovadoras e que viabilizem uma educação de qualidade às crianças pequenas. Diante disso, no momento do planejamento, precisamos pensar na organização, na criatividade e na inovação dos espaços provocativos para o desenvolvimento da criança. O espaço escolar é um campo de natureza coletiva, palco de interações, negociações e discussões.

Nesse ambiente dinâmico, o desenho traz a característica de ser uma produção individual, construída numa trajetória social. A equipe pedagógica da escola Bilboquê acredita na importância em nutrir esteticamente as crianças, respeitando a criatividade e a expressão característica dessa etapa tão importante ao desenvolvimento humano, a infância.

Pensar a infância “fora da caixinha” requer reflexão, persistência e tempo para modificar práticas e atitudes. Nesse cenário, a formação de professores pode contribuir para a inovação educativa e para o protagonismo da criança na Educação Infantil. E um alerta importante é não confundir inovação com algo inédito. A inovação pressupõe ações que não são necessariamente novas, mas que são praticadas de uma maneira diferente, que tenham a intenção de transformar e melhorar a prática escolar, tanto no que se refere à prática docente, quanto ao seu desdobramento na formação de sujeitos críticos, participativos e cooperativos.

“A criança incorpora suas manifestações expressivas: canta ao desenhar, pinta o corpo ao representar, dança enquanto ouve histórias, representa enquanto fala”. (DERDYK, Edith.2003)

[1] Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil são princípios, fundamentos e procedimentos mandatórios organizados pelo Ministério da Educação com o objetivo de orientar as políticas públicas e a elaboração, o planejamento e a execução de propostas pedagógicas e curriculares para a Educação Infantil (SILVA; LUZ; GOULART, 2016)


Renata Viana
Coordenadora Pedagógica

Escola Bilboquê Vila da Serra

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