Nosso Blog

Bullying na escola

Publicado por

Maria Clara

Você sabe identificar ações de bullying na escola?

Ao longo dos anos, o bullying na escola se converteu em um tema de grande relevância no que diz respeito à saúde mental das crianças e dos adultos. A palavra é de origem inglesa e não existe tradução para o português, mas podemos pensar como um comportamento que inclui humilhação, causando sofrimento e intimidação. Acontece de forma repetitiva, afetando uma pessoa moral, emocional ou fisicamente. Essa prática tem impacto de longa duração em suas vítimas, devido ao reflexo emocional que afeta, inclusive, o convívio social.                                                                                      

Pessoas que sofrem bullying apresentam tendência de se isolarem e de não quererem falar sobre o assunto, sobretudo quando se trata de crianças. Esse será o público que enfatizaremos neste texto porque vamos falar de ações conjuntas entre a escola e a família. Por isso, o primeiro passo é família e escola ficarem atentas aos sinais que as crianças apresentam. O segundo, tomar as providências necessárias.

Manifestações de tristeza, vergonha, apatia, recusa em ir à escola ou a outras atividades sociais podem ser indicativos de que a criança esteja sofrendo bullying.  Além disso, podem ocorrer pesadelos e somatizações, ou seja, até no corpo a criança pode apresentar sinais daquilo que aflige a sua mente.

Cabe enfatizar que toda a experiência vivida na primeira infância é fundamental para formação da personalidade. É a fase ideal para ações preventivas.                                                                

Na escola, é hora da formação dos grupos e das inúmeras possibilidades de convivência. Bate papos e construção de combinados voltados para o cuidado com os colegas constituem excelentes formas de atuação por parte dos professores. O respeito e a empatia devem ser a base das regras da turma. O resultado é muito eficaz porque tudo que é construído coletivamente se fortalece. Quando o professor perceber que as crianças começam com os apelidos e pequenas chantagens, a intervenção deve ser imediata e eficiente, relembrando os combinados da turma.

Mas muita calma na hora de nomear uma ação como bullying na escola! Conflitos do dia a dia, necessidade de chamar a atenção, fase de desafiar o professor, busca por limites e questões familiares que refletem no comportamento devem ser considerados na primeira infância. Isto porque uma das características do bullying é a intencionalidade de quem o pratica. Porém, na medida em que as crianças vão crescendo e as ações se tornam repetitivas e intencionais, a escola e a família, juntas, devem dialogar e oferecer as orientações necessárias. Uma orientação valiosa é a de que todas essas intervenções devem ser registradas e assinadas pelos responsáveis pelas crianças.                                   

E a família? Como proceder? Punição não é o caminho. A criança precisa entender que deve respeitar as pessoas e também ser respeitada. Perceber o limite do outro, mas também se posicionar quando se sentir afetada. A linguagem utilizada pela família e a responsabilidade atribuída aos filhos sobre suas ações vão se adequando de acordo com a idade, durante a infância.

Se perceberem que a criança está passando por alguma situação inadequada fora de casa, procurem os responsáveis para entender o que está acontecendo. Estabeleçam parceria. A escola sempre está aberta para as necessidades da criança e da família.

Imaculada C. Braga Campos
Psicóloga Escolar Bilboquê Buritis