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Ensino-aprendizagem: um processo de amor

Publicado por

Maria Clara

O processo de ensino-aprendizagem para formar aprendizes independentes

O que se tornou o processo de ensino-aprendizagem nos dias de hoje, durante a pandemia e pós-pandemia? Começo a reflexão com esse questionamento para repensamos sobre nossas práticas e sobre o que queremos para nossas crianças. Sou Alessandra Lana, pedagoga, especialista em gestão educacional, professora com muito orgulho e, antes de tudo, mãe de dois filhos que estão no Ensino Fundamental.

Iniciaria descrevendo vários conceitos sobre ensino-aprendizagem, mas prefiro deixar aqui o nome de grandes personalidades para que vocês possam aprofundar suas leituras: Roberto Giancaterino, Philippe Perrenoud, Içami Tiba, Emília Ferreiro, Magda Soares, José Pacheco, Paulo Freire, Sérgio Porfírio, entre outros tantos nomes que fizeram parte da minha aprendizagem nessa caminhada. É pesquisando, informando-se, lendo, observando e escutando que descobrimos, diariamente, que aprendemos a todo o momento e que ensinar vai além de toda teoria, pois ensinar é um ato realmente de amor.

Então, veio a pandemia que nos trouxe outros desafios nos quais precisamos alinhar tudo o que aprendemos a novos formatos de ensino. Nós, professores, a escola e as famílias não estávamos preparados para esse novo ensinar. Foi preciso parceria, muita escuta e muito diálogo.

Sabemos que, quando todas as crianças voltarem às escolas, não será possível retomar de onde paramos. Precisaremos manter os vínculos e criar estratégias para continuarmos ensinando e aprendendo com as crianças.

Está sendo diferente. E as crianças estão aprendendo? Eu diria que sim, aprendendo novas habilidades, novas conexões com a educação, vivendo com novas descobertas totalmente diferentes das gerações passadas. Elas levarão as experiências vividas para toda a vida.

As famílias também aprenderam, se transformaram, viveram vários sentimentos e puderam observar como seu(sua) filho(a) aprende:  ouvindo ou escrevendo; lendo com a professora na telinha ou precisando dela… Nessa nova experiência, não há como pensar num formato único de ensino.

Precisamos da escola e do professor mais do que nunca, além de apoiar novas tecnologias, pois essas farão parte da educação. Acreditar no ensino à distância, adotar estratégias que possibilitem a nossas crianças o desenvolvimento de habilidades mais reflexivas, permitindo assim que se tornem aprendizes independentes. Acredite na conexão com seu(sua) filho(a). Acreditar e amar são muito importantes na educação.

Alessandra Lana
Professora do 3º ano do Ensino Fundamental
da Escola Bilboquê Buritis