Nosso Blog

Estagiário de pedagogia no espaço escolar

Publicado por

Maria Clara

O estagiário de pedagogia no espaço escolar

Uma gestão engajada e participativa precisa estar atenta sobre o papel do(a) estagiário(a) de pedagogia no espaço escolar. É preciso ressignificar a atuação deste profissional e, principalmente, investir nos processos de formação continuada dos estudantes que chegam na instituição escolar. Mas precisamos, primeiramente, refletir: quem são estes estudantes de pedagogia de hoje?

São professores em formação que, em breve, farão parte do corpo docente das nossas escolas. Nesta perspectiva, o estágio, na maioria das vezes, é o primeiro contato do futuro professor(a) com as crianças, com as práticas pedagógicas, currículo, planejamento e rotina escolar. Desta forma, precisamos planejar o período que este estagiário permanece conosco e investir em sua formação continuada.

Nesse contexto, os programas de estágio possibilitam uma atuação e formação que vai além dos cuidados básicos com a criança, como, por exemplo, cuidar, alimentar e trocar fraldas. Observamos que há uma cultura escolar em que a figura do estagiário está condicionada aos cuidados físicos da criança e pouco se reflete sobre a formação continuada dos estudantes em relação aos processos escolares. Acreditamos que o “Cuidar” e o “Educar” são práticas indissociáveis e, por este motivo, investimos em um programa de formação estruturado, que chamamos de FEB (Formação de Estagiários Bilboquê). Nosso projeto envolve quatro dimensões básicas:

  • Bolsa de estágio atraente;
  • Formação teórica e prática;
  • Programa de Trainee;
  • Avaliação processual.

Com uma equipe multidisciplinar (Direção, Setor de Psicologia, Coordenação Pedagógica, Setor de Nutrição e Fonoaudiologia), elaboramos um programa de formação com propostas de intervenções para o fortalecimento das práticas educativas do estagiário de pedagogia no espaço escolar, com características de inovação social. a formação continuada de estagiários não pode ser vista como um trabalho mecânico e desarticulado da prática. Ela precisa se voltar para a realidade das instituições escolares que ofertam a educação infantil, procurando contribuir para a formação de um profissional próximo das necessidades da comunidade, articulando os saberes e a teoria à prática profissional.

Dessa forma, há possibilidades de se contribuir com uma formação diferenciada e competente, que assume a prática pedagógica como eixo articulador do currículo e busque contribuir para a constituição do estudante de pedagogia como profissional reflexivo e pesquisador, capaz de compreender, relacionar, criar, optar e argumentar frente ao trabalho docente e à prática educativa, desenvolvendo, a partir desse processo, novos saberes para uma educação infantil efetiva e de qualidade.

Renata Viana
Coordenadora Pedagógica Bilboquê Vila da Serra