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Publicado por

Maria Clara

Resiliência e Adaptação: o papel da escola no pós-pandemia

Há quase um ano, fomos pegos de surpresa por um cenário que ninguém poderia imaginar. Uma pandemia chegou e mudou drasticamente nossa rotina, nossas relações, nossos hábitos e nossas prioridades. Fomos tomados por um choque inicial e pela dificuldade de encarar a realidade. Depois, veio a aceitação e começamos a nos mover pensando em novas estratégias para lidar com os problemas. Em seguida, chegamos à adaptação em que cada um, à sua maneira, foi criando formas de ressignificar o que nos foi imposto.

Mesmo diante de situações trágicas, há sempre algo que podemos aprender. Por isso, precisamos falar sobre “resiliência”, a habilidade de se adaptar a novas realidades e de superar situações adversas, transformando experiências negativas em aprendizados para a vida. No cenário escolar, um dos espaços mais afetados pela pandemia, a resiliência tem sido mais do que necessária. As escolas têm se reinventado a cada dia, numa busca incansável para cumprir seu papel social, criando pontes e levando conhecimento às nossas crianças. Mas sabemos que, muito além do conteúdo pedagógico, a aprendizagem se dá pelas relações, pela experiência e pelas vivências proporcionadas no ambiente escolar.

Por isso, é tão importante a preparação para um retorno presencial em que  tudo será novo e no qual a escola precisará ser ainda mais humana, aperfeiçoando sua relação com as famílias e cuidando do desenvolvimento integral de seus alunos: corpo, mente e emoções. Na volta às aulas, as competências socioemocionais devem ser protagonistas e, antes de tudo, precisamos ensinar às nossas crianças aquilo que a pandemia evidenciou ainda mais: o cuidado com a saúde física e emocional, a empatia com o próximo, o reconhecimento das próprias emoções, a autocrítica e, principalmente, a abertura para o novo.

O mundo pós-pandemia será outro e o desenvolvimento de habilidades relacionadas à criatividade, à autonomia e à curiosidade será essencial para a construção de um futuro melhor. Entender isso é imprescindível para que a escola cumpra seu papel de maneira completa, formando uma geração de cidadãos mais críticos, com ampla consciência coletiva e ambiental. E, principalmente, mais resilientes.

Larissa Assis
Psicóloga Bilboquê Vila da Serra