Nosso Blog

Flávia Vieira, psicóloga escolar

Publicado por

Maria Clara

Conheça Flávia Vieira, psicóloga escolar da Bilboquê Gutierrez

O setor de psicologia da Escola Bilboquê Gutierrez tem uma nova representante. Flávia Vieira, psicóloga pós graduada em Clínica psicanalítica de crianças e adolescentes, chega para integrar uma equipe multidisciplinar com uma grande responsabilidade: entender os processos socioemocionais de uma comunidade educativa que ainda lida com os reflexos da pandemia. A profissional, natural de Conselheiro Lafaiete, na região do Alto Paraopeba, entende que a psicologia escolar vai muito além dos processos seletivos e acompanhamento dos alunos. Ela engloba, essencialmente, todas as relações da instituição.

Aos 30 anos, Flávia não chegou aqui, ao acaso. Sua identificação com a Educação Infantil começou ainda nos atendimentos clínicos. “Desde a faculdade, sempre me interessei pelo atendimento às crianças. Mas foi na clínica, ao receber uma criança embaraçada com o saber, com o crescer e suas emoções, que vi a portinha da escola se abrindo para mim”, analisa.

A partir desse atendimento, exercendo um trabalho em conjunto com a instituição escolar da paciente, seu olhar se expandiu para a responsabilidade da escola no desenvolvimento das crianças. “Isso me encantou e fez com que eu buscasse uma oportunidade de trabalhar na Educação Infantil”, completa. Agora, ao alcançar mais um objetivo profissional, a psicóloga conta um pouquinho sobre os novos desafios do cargo.

  • Flávia, como você enxerga o seu papel na Psicologia?

“A psicologia dentro da escola engloba todas as relações da instituição porque entendemos que, para entregar às famílias um trabalho de qualidade e segurança, precisamos cuidar da nossa própria equipe. Meu papel é justamente promover o trabalho integrado e multiprofissional através da valorização dos nossos funcionários, da prevenção de conflitos e do desenvolvimento socioemocional de cada indivíduo.”

  • Quais os principais desafios de assumir um cargo tão importante, em um contexto em que as famílias ainda lidam com os efeitos da pandemia?

“Trabalhar com psicologia é sempre um desafio, em qualquer época e contexto. A pandemia intensificou as inseguranças, as angústias diante das incertezas e a relação com a morte, que se tornou uma realidade na vida de muitas famílias. Enquanto psicóloga escolar, preciso estar atenta à forma como cada sujeito tem enfrentado essas questões e acredito muito no trabalho “um a um”, ainda que dentro de uma comunidade com tantos envolvidos.

Não podemos generalizar os acontecimentos dentro da escola. É sempre necessário ouvir as individualidades e entender que cada criança, cada família e cada funcionário carrega uma narrativa própria. E o mais importante: para cada uma delas, desenvolvemos estratégias para trabalhar aspectos socioemocionais, relacionais, sociais e de desenvolvimento individual.”

  • Quais características você julga essenciais para o profissional que deseja trabalhar com crianças?

“Primeiramente, humildade, para entender que nós, adultos, não sabemos tudo. Depois, abertura, para aprender todos os dias com as crianças que passam pela nossa vida. Calma, para respeitar o tempo de brincar, de chorar, de esbravejar, de recusar e de aceitar de cada indivíduo. Dedicação, seja nos estudos, nas práticas, nas rotinas. Flexibilidade, afinal, a escola é viva, se movimenta e nem tudo sai conforme a gente organiza na agenda. E, por último, afeto e desprendimento, porque, para trabalhar com criança, é preciso fazer parte. Saber entrar e, principalmente, participar do mundo lúdico delas”, finaliza.