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Criando e recriando vivências de aprendizagem por meio do brincar

Publicado por

Maria Clara

Criando e recriando vivências de aprendizagem por meio do brincar

Brincar para quê? Para aprender! Sim, as crianças aprendem com as brincadeiras e, sabendo disso, nós as levamos muito a sério. Na Bilboquê, as crianças são incentivadas a criar e recriar suas vivências de aprendizagem por meio do brincar.

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) estabelece seis direitos da criança em seu desenvolvimento da aprendizagem: conviver, participar, explorar, expressar-se, conhecer-se e brincar.

Nas brincadeiras, além de se divertirem, as crianças desenvolvem aspectos físicos como equilíbrio, coordenação, fortalecimento da musculatura, atenção ampla e concentrada. Desenvolvem, também, aspectos relacionais como linguagem, expressões corporais e faciais, socialização, cooperação, respeito ao outro, empatia. Além disso, desenvolvem a imaginação e a criatividade ao brincarem de faz de conta e elaboram a realidade por meio das brincadeiras que encenam situações cotidianas como a ida para escola, o desfralde, os conflitos, o cuidado com o outro, a chegada de um novo irmão, o trabalho dos pais etc.

Na educação infantil, é importante propiciar um ambiente em que a brincadeira, além de divertida, seja exercida com intencionalidade e tenha objetivos de aprendizagem e de desenvolvimento para cada faixa etária. Criando e recriando vivências de aprendizagem por meio do brincar, podemos entender que o parquinho, por exemplo, promove o desenvolvimento físico, a socialização, a autonomia e fatores emocionais.

O brincar de encher e esvaziar é também sobre reter e soltar, trabalhando, assim, o controle dos esfíncteres e o desfralde. As aulas de música e as danças têm a intenção de desenvolver a autopercepção do corpo, dos sentimentos, do ritmo e a liberdade de se expressar.

Reconhecer a importância do brincar no desenvolvimento e na construção do ser infantil me faz pensar em uma frase de Aristóteles que diz assim: “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. A partir disso, concluo que é brincando de fazer que se aprende a fazer aquilo que é necessário aprender para crescer com sabedoria, confiança e autonomia.

Flávia Vieira
Psicologia Bilboquê Gutierrez